E se a gente escolhesse uma palavra?
Todo dia é de viver, para ser o que for e ser tudo
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Se o Carnaval ainda não passou, peço licença para continuar em clima de ano novo. Afinal, como dizem, o ano só começa depois dessa festa tipicamente brasileira.
Já faz um tempo que abandonei aquelas listas enormes de metas para o ano novo. Nesse ano, por exemplo, tenho um item só na tal lista, o que tecnicamente deixa de ser uma lista e vira quase um voto silencioso (ou uma lista minimalista, quase preguiçosa, porém honesta comigo mesma). Mas, há alguns anos, encontrei outro jeito de me guiar: escolher uma palavra (ou frase).
Já escolhi a frase “caminhando que se faz o caminho” e palavras como experimentar, coragem, paixão. Cada uma delas me empurrou para experiências, escolhas e aprendizados que só aconteceram porque eu estava atenta a esse fio condutor.
Eu não tinha uma palavra para 2026 até o último dia de 2025. Enquanto me arrumava para a virada, lembrei de um anel desses baratinhos, comprado numa lojinha qualquer no Rio de Janeiro. Ele tinha o símbolo do infinito e a palavra love. Pensei: é isso. Minha palavra-guia será amor. Coloquei o anel e desde então não tirei mais do dedo, exceto quando ele quis se perder de mim (sério, já perdi e o encontrei duas vezes esse ano e fico me perguntando o que isso significa, como se precisasse significar algo).
Não falo de amor romântico puro e simples. E é curioso perceber que, quando pesquisamos o significado da palavra amor no Google, o que encontramos é: ela vem do latim amor, -oris, significando afeição, carinho, gostar de alguém, desejo intenso. Deriva de raízes antigas ligadas a cuidado, devoção, amor materno. O mesmo significado, encontrei no quadrinho que pendurei dia desses numa parede lá em casa.
O item 9 talvez seja a definição mais próxima do amor que falo: “excesso de zelo e dedicação; trabalhar com amor”. O amor como dedicação intensa a tudo o que se faz. Amor como algo que sustenta, que acompanha, que permanece.
Quero que o amor guie meus passos, escolhas e decisões ao longo de 2026. Amor pelos meus filhos, pelo meu lar, pela minha gata, pelos meus amigos, pela minha família, pelo meu trabalho, amor pela vida. Talvez porque, como diz a música “Amor de Índio”: todo dia é de viver, para ser o que for e ser tudo.
Adooooro essa música e sempre que escuto me emociona. Se preciso chorar e não consigo, basta colocar “Amor de Índio” para tocar no Spotify. Inclusive, coloquei ontem no carro, indo para o trabalho, porque precisava desopilar o peito, dramatizar um pouco no meu automóvel mundo particular e seguir a vida.
A canção é uma parceria do Milton Nascimento com o Ronaldo Bastos, dois nomes do Clube da Esquina, movimento que sempre falou de afeto, pertencimento, travessia, natureza e tempo — tudo aquilo que não é apressado. O “índio” ali não é literal nem folclórico: ele simboliza alguém que ama em relação com a terra, com o coletivo, com o silêncio e com o tempo certo das coisas.
Essa canção fala de um amor que não apressa, não prende, respeita o tempo do outro. Um amor que não separa corpo, espírito e vida. Um amor que é entrega, mas não anulação. Um amor ancestral, quase pedagógico, que ensina a viver.
É esse amor que eu quero me guiando. Porque é muito fácil escorregar para a reclamação automática do dia a dia, reclamar do trabalho, dos filhos, da vida, da falta de ajuda, de dinheiro, da lista infinita do que tem para resolver. Agir no impulso, fazer tudo com raiva ou cansaço. O amor exige trabalho. Construção. Atenção. E quando está presente, tudo fica mais leve.
Se antes eu me perguntava como seguir, agora a pergunta é com o quê. A resposta é simples: com amor.
Amar o trabalho como quem cuida.
Amar a casa como quem abriga.
Amar os filhos como quem acompanha, não controla.
Amar a si mesma como quem respeita o próprio ritmo.
Amar os amigos como quem sabe que não precisa falar todo dia para estar junto.(mesmo quando a gente some, reaparece, marca e desmarca)
Amar o pai dos meus filhos mesmo no dia em que ele testa todos os limites da minha paciência evoluída.
O amor como postura cotidiana, não como evento.
Uma leitura bonita de “Amor de Índio” é que ele não promete “pra sempre”. Ele promete “agora, inteiro”. Que o amor seja, em 2026, essa bússola ética, não uma garantia de final feliz, mas um jeito mais honesto de atravessar a vida.
E, não tô dispensando o amor romântico, se de quebra surgir, será ótimo! Mas que venha nesse mesmo tom: sem pressa, sem garantia, mas com verdade. Se não aparecer, sigo amando mesmo assim — porque, convenhamos, já tem gente, bicho, casa, trabalho e emoção suficiente para ocupar bem esse posto. E meu cabelo, gente, que dá muito trabalho. Como costumo dizer, precisa dar menos trabalho que o meu cabelo cacheado. ;)
E você, se fosse escolher uma palavra, qual seria? Diz pra mim.
Caderno de rascunhos
Notas soltas sobre a criação do meu primeiro livro
Nasceeeeeu o nome do livro! E digo isso com emoção porque esse assunto estava me angustiando. Eu simplesmente não encontrava um nome. Queria que fosse uma palavra ou uma frase, o que, convenhamos, não ajudava em absolutamente nada.
Algumas pessoas diziam que o nome simplesmente surge.
— Como assim, do neida?, eu perguntava.
— Sim. Respondiam, tranquilas e confiantes demais.
Eu já tinha até conversado com a atriz MAria Ribeiro e pedido autorização para usar uma frase de um dos textos dela. Mas também desisti.
Até que mandei uma mensagem para a minha amiga Monica, que está escrevendo o prefácio. Ela falou tantas coisas bonitas sobre o manuscrito que eu aproveitei o embalo e perguntei:
— Amiga, e alguma inspiração para o título?
Ela respondeu que tinha algumas ideias, mas que achava que o nome estava no poema “Toda Hora”. Enquanto eu abria o arquivo rapidamente para reler o poema, ela completou:
— Não vou…………
PERFEITOOOOO! O nome estava lá o tempo todo. Só esperando eu parar de procurar tanto.
Também recebi o relatório de leitura crítica, cheio de observações generosas sobre o livro. O que, claro, me deixou estufada de alegria e, ao mesmo tempo, alimentou a sabotadora profissional que habita em mim. 🤡
Agora é hora de fazer alguns ajustes no manuscrito, enviar para revisão e fechar a sinópse. Acho que até março tenho o material pronto para seguir para a diagramação. Oremos.
Entre palavras e ideias
Pra quem é novo por aqui, esse cantinho é dedicado a leituras de news que fiz durante a semana, gostei muito e acho que vale a pena você ler também.
📩 Existem lugares que ficaram pequenos para quem você se tornou
📩 Escrever como quem ama (e não como quem quer ser amada)
Por motivo de “vou pular Carnaval”, na próxima semana não nos encontraremos por aqui, talvez por algum bloquinho de rua por aí. Vai que…
Com afeto e coragem,
Gabi Miranda




QUAL É O NOME DO LIVRO DONA GABRIELA?
A primeira parte já fiz, agora a segunda faço sem ler. Mas vou terminar de ler agora.